Impulsionado pelo consumo de itens essenciais e pelo avanço tecnológico, o comércio varejista de Pernambuco registrou o maior crescimento do Brasil nos primeiros cinco meses de 2026. Segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de vendas no estado avançou 11% entre janeiro e maio, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O índice pernambucano superou com folga a média nacional, que fechou em 1,7%, e o desempenho da própria região Nordeste, que registrou 3,2% de alta.
O balanço do IBGE mostra que a força do varejo local não se restringe apenas ao acumulado do ano. Quando analisado isoladamente o mês de maio de 2026 contra maio de 2025, o comércio de Pernambuco expandiu 7,4%. O número garantiu ao estado o posto de segundo melhor resultado do país nessa base de comparação e a liderança absoluta em território nordestino.
Apesar do ciclo de alta a longo prazo, o fechamento de maio apresentou uma leve acomodação em relação a abril, com um recuo de 0,6% nas vendas (já feitos os descontos sazonais). A flutuação, contudo, é vista por analistas como um movimento natural de ajuste, também observado em boa parte das demais unidades da Federação.
O patamar técnico da atividade econômica do estado segue elevado. Em maio, o índice de volume de vendas atingiu a marca de 117,4 pontos. O indicador coloca o varejo local 17,4% acima da média registrada em 2022, operando muito próximo do teto histórico da série do IBGE.
Para sustentar esse nível elevado de vendas e entender o comportamento desse novo consumidor, muitas empresas locais têm investido na modernização da gestão com ferramentas como a Customer Data Platform, que centraliza as informações dos clientes para criar campanhas mais assertivas e personalizadas.
Alimentos e tecnologia puxam o setor
O avanço expressivo de 11% no acumulado do ano foi impulsionado por setores de consumo diário e de modernização tecnológica. A maior força motriz veio do segmento de supermercados, hipermercados e produtos alimentícios, que registrou uma alta acumulada de 22,2% (chegando a atingir 26,8% de expansão em recortes específicos da pesquisa).
Abaixo, veja o desempenho dos setores que mais contribuíram para o resultado positivo no estado no acumulado de janeiro a maio de 2026:
Supermercados e Produtos Alimentícios: alta de 22,2%
Livros, Jornais, Revistas e Papelaria: alta de 19,1%
Equipamentos de Informática e Comunicação: alta de 18,2%
Para a gestão estadual, os dados apresentados pela PMC confirmam a consistência e a solidez do desempenho do setor ao longo de 2026. De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, a liderança nacional no acumulado do ano traduz o atual dinamismo da economia do estado e demonstra a capacidade do setor produtivo local em expandir suas atividades mesmo em cenários competitivos.
Com o comércio operando em patamares recordes, a expectativa do setor produtivo para o segundo semestre se mantém otimista, aguardando as datas sazonais de fim de ano para consolidar o ano de 2026 como um marco de virada econômica para o estado.