O Grupo IMC, uma das maiores plataformas de alimentação fora do lar do país, anuncia a chegada de Fábio Moraes como diretor de Tecnologia. O executivo assume a área em um momento estratégico, no qual a tecnologia passa a apoiar de forma ainda mais direta a agenda de eficiência operacional, disciplina financeira e crescimento rentável da companhia.
Dono de um portfólio que reúne marcas como Frango Assado, Pizza Hut, Viena, Brunella, Batata Inglesa e Margaritaville (uma operação 100% nos EUA), o Grupo IMC vem avançando em uma agenda de simplificação do negócio, fortalecimento da disciplina financeira e melhoria operacional. Nesse contexto, a tecnologia passa a ter papel central na construção de uma base mais integrada, escalável e conectada aos objetivos de negócio.
Com quase 20 anos de experiência em liderança de tecnologia, transformação digital, integração de empresas, arquitetura corporativa, dados e inteligência artificial, Moraes chega ao IMC após passagem pelo Grupo Partage. Antes disso, foi um dos protagonistas da transformação digital da ALLOS, maior operadora de shoppings da América Latina, formada pela fusão entre brMalls e Aliansce Sonae. Ao longo de sua trajetória, liderou projetos de unificação tecnológica, implementação de soluções de inteligência artificial e desenvolvimento de plataformas de dados em operações de grande escala.
No Grupo IMC, sua missão inicial será estruturar uma arquitetura tecnológica mais unificada para sustentar a operação atual e preparar a companhia para crescer com mais eficiência. A agenda inclui revisão de plataformas, simplificação de contratos, eliminação de sobreposições, integração entre áreas e uso aplicado de inteligência artificial para resolver desafios concretos do negócio.
“A Tecnologia assume um papel muito claro neste momento do Grupo IMC: ajudar a companhia a ganhar escala, eficiência e inteligência operacional. O primeiro passo é olhar para a arquitetura como um todo, entender onde existem sobreposições, onde há oportunidade de integração e como podemos construir uma base mais simples, governada e preparada para o crescimento”, afirma Moraes.
A chegada do executivo também marca uma mudança de posicionamento da área dentro da estrutura corporativa. A diretoria de Tecnologia passa a responder diretamente ao CEO, reforçando sua importância estratégica para o novo ciclo da companhia. Para Moraes, esse desenho amplia a capacidade de atuação da área como parceira direta das operações, das marcas e das áreas corporativas.
“Não se trata de tecnologia pela tecnologia. O desafio é entender profundamente o negócio e aplicar tecnologia onde ela gera resultado real, seja na operação das lojas, na cozinha central, na logística, no backoffice ou na experiência das marcas. A área precisa estar próxima das decisões de negócio e atuar como habilitadora de eficiência e crescimento”, complementa.
Entre as frentes prioritárias está o uso de inteligência artificial para apoiar ganhos de produtividade e reduzir perdas ao longo da cadeia operacional. A tecnologia também poderá apoiar diferentes processos da companhia, contribuindo para análises mais rápidas, maior eficiência operacional e suporte à tomada de decisão em diversas áreas do negócio.
A agenda de IA, segundo Moraes, será conduzida com pragmatismo. O objetivo não é criar novos negócios baseados em inteligência artificial, mas aplicar a tecnologia como ferramenta de otimização da operação existente. “A inteligência artificial precisa sair do discurso e entrar na rotina do negócio. O valor está em usar dados e automação para tomar decisões melhores, reduzir perdas, aumentar produtividade e apoiar uma operação mais eficiente”, diz.
Outro foco inicial será a modernização do ambiente corporativo e das ferramentas de produtividade, sempre dentro da lógica de eficiência operacional. A revisão de plataformas colaborativas, integrações, contratos e modelos de uso fará parte de um diagnóstico mais amplo da arquitetura tecnológica da companhia.
Para o executivo, o desafio também passa por aproximar ainda mais a área de Tecnologia dos diferentes “clientes internos” do grupo. De um lado, estão as áreas corporativas, como financeiro, recursos humanos e a própria tecnologia. De outro, estão as áreas diretamente ligadas à operação, como lojas, marcas, cozinha central e logística. É nesse segundo grupo que Moraes enxerga algumas das maiores oportunidades de impacto direto em eficiência e rentabilidade.
“O varejo alimentar é um negócio de alta complexidade operacional. Pequenas melhorias em previsão de demanda, reposição, integração de sistemas, produtividade e tomada de decisão podem ter impacto relevante no resultado. Esse é o tipo de desafio que me motiva: conhecer um novo setor, mergulhar na operação e usar a tecnologia para transformar complexidade em escala”, afirma.
Além da experiência técnica, Moraes destaca a gestão de pessoas como uma dimensão central de sua chegada. Seu plano inicial é conhecer profundamente a equipe, entender as competências já existentes, identificar oportunidades de desenvolvimento e organizar a estrutura para dar sustentação às prioridades do grupo.
“Tecnologia é construída por pessoas. Antes de falar apenas de sistemas, processos ou contratos, é preciso entender quem está no time, quais são suas fortalezas, seus objetivos e como cada profissional pode contribuir para esta nova etapa. Uma arquitetura forte também depende de uma equipe bem posicionada”, afirma.
A chegada de Moraes reforça o papel da tecnologia na evolução da operação do Grupo IMC. A partir de uma base tecnológica mais integrada, a companhia busca ampliar sinergias entre marcas, áreas corporativas e unidades operacionais, apoiando decisões mais ágeis, maior previsibilidade e uma estrutura preparada para sustentar novos movimentos de crescimento no mercado de alimentação fora do lar.